Diana sorrindo, personagem androide com cabelo louro comprido, olhos azuis, vestindo traje azul futurista, em ambiente de ruínas
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Capcom criou uma "Polícia da Diana" para garantir que um personagem de Pragmata fosse fofo do jeito certo

Miguel MenezesPor: Miguel Menezes
Imagem Capcom

Desenvolver um personagem infantil convincente em um videogame é mais difícil do que parece — e a Capcom sabia disso desde o início. Por isso, para garantir que Diana, a pequena androide de Pragmata, transmita a inocência e a fofura certa, o estúdio tomou uma medida incomum: criou um grupo interno dedicado exclusivamente a supervisionar o desenvolvimento do personagem. O apelido que o produtor do jogo deu a esse grupo diz tudo: "Polícia da Diana".

O que é a "Polícia da Diana"?

O produtor Naoto Oyama revelou a existência do grupo durante uma livestream temática de Dia dos Pais realizada no YouTube — uma escolha de tema que faz todo sentido, dado que Hugh e Diana têm uma relação que remete à de pai e filha ao longo da história do jogo.

A função do grupo era específica e bem definida: garantir que a fofura infantil de Diana se mantivesse natural, sem se tornar algo construído a partir de elementos óbvios ou que pudesse irritar os jogadores. O apelido "Polícia da Diana" aponta exatamente para essa função de controle de produção — verifique se Diana transmitia inocência infantil genuína ou se estava caindo em clichês.

A equipe especial incluiu direção de dublagem e captura de movimento, detalhes que o diretor do jogo, Cho Yonghee, aprofundou em uma entrevista separada. Há um detalhe relevante sobre a composição do grupo: a maioria dos membros da Polícia da Diana era mulher.

Capcom criou uma "Polícia da Diana" para garantir que um personagem de Pragmata fosse fofo do jeito certo
Imagem Capcom

A decisão faz sentido narrativo e artístico: para garantir que uma personagem infantil feminina seja tão autêntica e não caricata, faz todo sentido que o grupo responsável por essa avaliação tivesse perspectivas femininas em maioria.

O desafio de criar uma criança convincente nos jogos

Personagens infantis em jogos costuma cair em uma de duas armadilhas: ou são tão inofensivos e apagados que parecem decoração de cenário, ou são tão expressivos e "fofos por design" que se tornam irritantes rapidamente. Basta lembrar de alguns companheiros infantis dos jogos que a comunidade não suportava — personagens cujas falas e comportamentos eram calculados para serem adoráveis ​​e acabavam tendo o efeito oposto.

A Capcom queria evitar exatamente isso com Diana: que ela se tornasse "muito fofa" ou "irritante" para os jogadores. A Polícia da Diana foi o mecanismo criado para manter esse equilíbrio durante todo o desenvolvimento.

O fato de uma equipe incluir profissionais de dublagem e captura de movimento mostra que a preocupação vai além do design visual. A forma como Diana se move, a forma como sua voz soa, o jeito como ela reage ao mundo ao redor — tudo passou pelo crivo desse grupo.